21 de junho de 2017

Twitterianas #26

A vida é um carimbo de Playcenter.

Essas pessoas que vivem dizendo “não dá pra generalizar” são tudo um bando de idiotas.


Caio Fernando Abreu: “Quando eu estava na faculdade, eu saía e ia à Feira do Livro para roubar livros com o João Gilberto Noll. E ele era bem melhor que eu pra dar a elza.


Na mesma semana fiz um teste de HIV e um de QI. Ambos deram negativo.

70% dos casamentos terminam em divórcio. Os outros 30% dos casais continuam infelizes.


Eu sofro de uma severa desordem alimentar: eu sempre como a sobremesa antes do prato principal.

Eu: Tá, mas vamos falar de você agora. Ela: O que tu quer saber? Eu: Por exemplo, o que você acha de mim?

Hoje dormi no ônibus e quando acordei já estava em outra dimensão.

"Uma imagem vale mais do que mil palavras". Isso foi naquela época, se corrigir a inflação, hoje uma imagem vale em torno de 320 palavras. 

 Eu tenho uma séria mania de perseguição. Tenho que tratar isso, se não um dia alguém vai se incomodar e acabar chamando a polícia.

Esperanto não é uma língua, é um distúrbio da fala.

Acabei de descobrir um remédio excelente para diminuir o apetite: comida.

Onde termina o pescoço de uma cobra?

Desculpe aí se sou meio grosso quando estou acordado.

Soube que uma ex minha anda dizendo por aí que se arrepende muito por ter me deixado. Vivo.



3 de abril de 2017

Decadência sem elegância

Não sou adepto de saudosismo. Longe de mim me tornar aquele tiozinho que idealiza o passado e que, pelo autoengano, acaba acreditando que antigamente tudo era melhor, que “só se fazia música boa nos anos 80” (ou 70 ou 90, dependendo da sua idade). Apontar a decadência dos tempos é um esporte que todas as gerações praticam; e obviamente a suposta decadência começa quando você sai da infância/adolescência. Mas às vezes é difícil ignorar que, em certos aspectos, o declínio de qualidade é inegável. A comparação das listas dos livros mais vendidos de 1985, 2005 e 2015 é de entristecer qualquer fã de literatura. Se duvida, olha a lista abaixo.

Lista mais vendidos 1985

1- A insustentável leveza do ser, Milan Kundera
2- O amante, Marguerite Duras
3- Se houver amanhã, Sidney Sheldon
4- Amar se aprende amando, Carlos Drummond de Andrade
5- A ponte para o sempre, Richard Bach
6- O fogo interior, Carlos Castañeda
7- O Siciliano, Mario Puzo
8- O beijo não vem da boca, Ignácio de Loyola Brandão
9- A faca de dois gumes, Fernando Sabino
10- Concerto carioca, Antonio Callado








2005
1- Memória de minhas putas tristes, Gabriel Garcia Márquez
2- O Código Da Vinci, Dan Brown
3- Fortaleza digital, Dan Brown
4- Anjos e Demônios, Dan Brown
5- Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, Jô Soares
6- O Zahir, Paulo Coelho
7- As cinco pessoas que você encontra no céu, Mitch Albom
8- O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams
9- Quando Nietzsche chorou, Irvin D. Yalom
10- O enigma do quatro, Ian Caldwell


Agora reparem que, em 2015, um autor nem precisa mais saber escrever para figurar entre os mais vendidos.
2015:
1- Jardim Secreto, Johanna Basford (livro de colorir)
2- Floresta encantada, Johanna Basford (livro de colorir)
3- Philia, Padre Marcelo (padre católico)
4- Nada a perder 3, Edir Macedo (pastor evangélico)
5- Muito mais que 5inco minutos, Kéfera Buchmann (vlogueira)
6- Ansiedade – como enfrentar o mal do século, Augusto Cury (idiota de autoajuda)
7- Grey, E.L. James
8- O Pequeno Príncipe, Antoine Saint-Exupéry
9- Eu fico loko, Christian Figueiredo de Caldas (vlogueiro)
10- Não se apega, não, Isabela Freitas


Não sabe quem é Isabela Freitas?
 Nem eu. Mas, para ter uma ideia, veja só a sinopse da sua obra Não se apega, não:
Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar o namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos. Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, com as tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.

Depois do sucesso, ela ainda lançou o Não se iluda, não. Já meu conselho seria “Não publique, não”.



9 de fevereiro de 2017

Entrevista com Diego Lops

Com o anonimato que ganhei com o insucesso do meu livro Pessoas partidas, já não posso mais sair na rua sem que os paparazzi me ignorem completamente. Dada a retumbante falta de notícias sobre meu livro na mídia e com o silêncio eloquente da crítica, resolvi me autoentrevistar, para suprir essa lacuna com informações não solicitadas.

Entrevistador: A literatura no RS já teve um boom no início dos anos 2000, quando lançou nomes como Daniel Galera, Pellizzari e Paulo Scott. Depois ainda teve fôlego para outra geração estourar dez anos depois, com Carol Bensimon, Diego Grando e outros. O senhor é mais velho que todos eles e mesmo assim continua patinando nessa estrada, tendo perdido o trem geracional pelo menos duas vezes. A pergunta é: onde você se coloca no panorama da literatura gaúcha?
Diego Lops: Num pedestal.

E: Muitos escritores hoje em dia se valem das redes sociais para divulgar novos trabalhos e manter um canal de comunicação dinâmico com o seu público, mas muitas pessoas acusam o senhor de usar os seus perfis no Facebook e Twitter apenas para exaltar seu infinito egocentrismo, e dizem ainda que a maioria dos seus posts está apenas a serviço de seu narcisismo exacerbado. O que tem a dizer sobre isso?
DL: Nada poderia estar mais longe da mentira.

E: Ano passado o senhor recebeu o Prêmio Ufes de Literatura, pelo seu livro Pessoas partidas. O senhor tem ciência de que prêmios não significam nada em termos de qualidade literária?
DL: Sim.

E: Dizem que um livro é 10% inspiração e 90% transpiração. Essas porcentagens se aplicam ao seu processo criativo?
DL: Não. Isso é uma balela. É um mito que outros escritores inventaram e, com competência, perpetuaram para que o povo acreditasse que escrever é algo trabalhoso. Um pacto para que eles sejam levados a sério. Todos os 21 contos do meu livro Pessoas partidas foram escritos em uma sentada, em genuínos arroubos de criatividade, sem derramar uma gota de suor.

E: Como se dá seu processo de escrita?
DL: Para que eu escreva algo que preste, é preciso uma conjuminação de vários elementos. Por exemplo: um eclipse solar total, o nascimento de gêmeos albinos em uma tribo caingangue e muito, muito vinho em casa.

E: Que tipo de leitura ativa sua vontade de escrever?
DL: Bulas de antidepressivos e catálogos de lingerie da Avon.

E: Quais são os ingredientes básicos de uma história?
DL: Palavras, frases e ótima pontuação.

E: Os conflitos internos são uma força criadora?
DL: Se meus conflitos internos realmente fossem uma força criadora, já teria escrito uma “Odisseia”, um “Dom Quixote” e um “Ulisses”.

E: Como é sua relação com os críticos?
DL: Eu tenho uma relação muito próxima com meus críticos. O último que me criticou, por exemplo, está enterrado lá no porão de casa.

E: Você compartilha os rascunhos de suas escrituras com alguém de confiança para ter sua opinião?
DL: Compartilhava os textos com meu alter ego, mas parei depois que o canalha começou a me plagiar.


E: Você acredita já ter encontrado "sua voz" como escritor?
DL: Eu ouço vozes várias vezes ao dia. Minha psiquiatra já mandou aumentar a dosagem da medicação.

E: Escritores são conhecidos pela autodisciplina. O senhor se impõe metas de quantidade de palavras? Estabelece horários fixos? Qual seu método de trabalho?
DL: Sou muito organizado, procuro sempre viver minha vida em ordem cronológica. Tenho uma disciplina espartana e respeito muito os horários. Eu acordo cedo, pouco antes das três da tarde, e fico esperando a inspiração baixar em mim. Normalmente só baixam a ressaca, a dor de cabeça, a fome, o cansaço e, finalmente, o sono, então volto a dormir.

E: Você escreve na tela, imprime com frequência, corrige em papel...? Como escreve?
DL: Eu faço os rascunhos no computador, depois passo a limpo a caneta no caderno, e, finalmente, faço a versão final a lápis, em guardanapos de bar.

E: Em que projeto você está trabalhando agora?
DL: Estou trabalhando em um microconto que vai entrar para o Livro Guinness dos Recordes como o mais longo microconto do Mundo. Já estou na terceira página.

E: Se o senhor pudesse ter um superpoder, qual seria?
DL: O poder da visibilidade.


E: A sua obra com frequência apresenta elementos dispostos adrede com motivações internas partindo de uma sintaxe própria que dialogam en passant com Hegel e a Escola de Frankfurt, gerando uma similitude que carece de suscetibilidade em si, com a vantagem de não ser prolixa.
DL: Cuma?

Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa?
DL: Seborreia.

E: Que música não sai de sua cabeça?
DL: A do caminhão de gás.

E: Um gosto inusitado.
DL: Azedo.

E: Em que situação você perde a elegância?
DL: Não posso perder o que nunca tive.

E: O que você estará fazendo daqui a dez anos?
DL: 50 anos.

E: Música inesquecível:
DL: “Ovo podre tá fedendo”.

E: Livro de cabeceira.
DL: Pessoas partidas.

E: Uma comida.

DL: Sucrilhos.

E: Bebida.
DL: Sim, obrigado.

E: Quem você levaria para uma ilha deserta?
DL: Donald Trump. E o deixaria por lá.

E: Grau de instrução.
DL: Tive minha educação básica assistindo filmes do Charles Bronson.

E: Maior frustração.
DL: Ter nascido.

E: O que sabe agora que gostaria de ter sabido antes?
DL: Que comer uma lata inteira de balas Flópi Diet causa desarranjo intestinal.

E: Filosofia de vida.
DL: Não adie para amanhã o que pode deixar de fazer hoje.

E: Um recado para a juventude.
DL: Só vai piorar.

E: Invenção do século.
DL: Coçador de costas, daqueles com mãozinha.

E: Qual seu maior medo?
DL: Tenho medo de engolir um palito de dentes, vestido de lenhador, preso em um elevador lotado, enquanto um dançarino de tango canta “Parabéns a você” para mim.

E: Já cometeu algum crime?
DL: Autoplágio.

E: Em que tipo de ocasião você mente?
DL: Sempre que posso.

E: Qual figura histórica o senhor admira?
DL: Chico Bento.

E: Seu herói de ficção favorito?
DL: Sylvester Stallone.

E: Muito obrigado pela entrevista.
DL: Obrigado você.

E: Não, obrigado você.
DL: Não, obrigado você.

E: Não, obrigado você.
DL: Não, obrigado você!

E: Não, obrigado você!
DL: Não, obrigado você!






E: Não, obrigado você!
DL: Tá, chega, perdeu a graça já!







1 de fevereiro de 2017

Meet the Brazilians

The excerpts below were taken from the book Brazil - Culture Smart!: The Essential Guide to Customs & Culture, a book for anyone who wants to travel around Brazil and know a bit more about its culture. It surprised me how accurate the informations are and how honest the writer allowed himself to be, unlike other travel guides that usually sell a country and a culture that for the most part don't exist in real life.
(photos by Antonelo Veneri)


Short termism
Maybe because of this sense that it is fate and not rigorous planning that brings better days, Brazilians are not enthusiastic advocates of long term projects. The short-termism mentality applies to business, political matters, collective memory and personal life alike.

Living for the moment
It sometimes amazes foreigners how present time based Brazilians are. They might organize a party for later the same day, or go out but decide where to go only when they are already on the move. Forward planning does not apply to much of social life, except on a few exception occasions.

An outsider can be misled into thinking that living for the moment means that this is a carefree society, which is not exactly true. Brazilians, even without a lot of planning ahead, do worry about the future. It is just not so noticeable at first.



Focus on relationships
This is a relationship focused and not system oriented society. Together with the sense of immediacy, this means that, in both personal and business life, contacts are made face-to-face rather than through written communication. Phone calls are considerably lengthy too. Time is spent on establishing and maintaining relationships. In business good personal contacts are important because, given the choice, Brazilians put people they know first and, if necessary, even bend the rules to accommodate their needs.



The country of tomorrow
Brazilians are mainly optimistic, even though sometimes this can come to mean that they have a passive attitude to life. Sayings such as “Everything works out in the end” (Tudo dá certo no final) place hopes for the future in the hands of fate rather than on individual actions. There is a belief that the future will provide and “Things will get better tomorrow” (Amanhã tudo se resolve).

In political terms, this oddly passive optimism might have been reinforced by government propaganda proclaiming that “Brazil is the country of tomorrow”. This meant that given Brazil’s abundance of arable land and natural resources, it was just a matter of time before it became a key economic power. Critics answer this by saying that “Tomorrow is always tomorrow”.



O Jeitinho Brasileiro
O jeitinho is the Brazilian means of dealing creatively with life’s everyday complications. Literally translated as “a little way”, it can be taken to mean “there has to be another way”. In practice, it means that regardless of the rules or systems in place, where there is a will there has to be a way around them. If you take the country’s maddening bureaucracy and add the Brazilian tendency to challenge authority, you will understand how it comes to exist.

The jeitinho is so ingrained in daily life that you can see examples everywhere: managing to get a seat when all the places are booked up, traveling with more luggage than is allowed, or successfully ordering something that is not on the restaurant menu. Even in legal matters, if someone wants something that is not permitted, he or she will try to figure out a loophole until they find an alternative way.

Everyone for themselves
The lack of social welfare is partially the reason for the high level of individualism in Brazilian society. Everyone has to fend for themselves and do the best they can. If that means having to go over other people’s heads or take advantage of certain situations, some will chose to do so. Therefore, doing things like using a jeitinho to pay less tax (justified, perhaps, by saying that politicians misuse taxpayer's money) becomes what many consider to be an acceptable practice.


Better late than never

Brazilians find it hard to organize their own time and schedule their day around fixed points. This could be due to an influence from the indigenous peoples, in whose culture the notion of punctuality does not exist. Whatever the reason, Brazilians struggle to be on time. Being late is part of their culture and whoever deals with them should remember that. The degree of lateness may vary according to the region, but it will always be a feature.

Pride and prejudice
For a country that claims to have a “racial democracy”, the treatment of different ethnic groups is not always very egalitarian. Brazilians with fair skin, light-colored eyes and surnames that are difficult to pronounce are already halfway there when fighting for a better job. Also, those who consider themselves white will be offended if referred to as mixed-race, even if they actually are.

As a reaction to such “white pride”, members of Brazil’s black movement have been successful in promoting black music and culture. But most dark-skinned Brazilians also come from the poorest sectors of society, so even if they could escape from the (veiled) racial prejudice, they would still face economic barriers.

The feeling of pride mixed with an inferiority complex seems to apply to the country as a whole. Brazilians are proud of their nationality and their country’s size, resources and beauty. However, they also feel disadvantaged when comparing themselves with First World nations.



Happy to be Brazilians
Despite complaining about their country, government and weather (!) all ther time, there are several songs about being Brazilian, and they are decidedly positive. In spite of it all, Brazilians seem to enjoy the particularities of their culture. They may grumble about everything and everybody, but in the end they are simply happy to be Brazilians.

But beware: while Brazilians can be highly critical of certain aspects of their country (especially bureaucracy, the social system, and politics) even moderate criticism is not so welcome when coming from outsiders.


Socializing with the opposite sex
Carnaval and beach images have associated Brazilian women with tiny bikinis and sun-bronzed sensuality. But beach fashion only applies when one is on the beach, and the same can be said about Carnaval. Although sensuality is part of Brazilian culture, taking the stereotype as reality could not be a worse start.

Just like everything else, the way the opposite sexes socialize varies in different parts of the country. In the cities people of either sex go out together as regular friends. Much further inland there are places where one should not address a married or engaged woman in case a jealous partner takes it personally and reacts violently.

Brazilians make an effort to look good and, while they may expect and be pleased to be complimented, such remarks stay at the level of appreciation only (and do not tend to lead anywhere else).

As a general observation, Brazilians are tactile. Men tap each other on the shoulder. Women can touch each others knees when they are sitting, as way of emphasizing a point in the conversation. They may hold arms or hands as a demonstration of friendship. People from both sexes touch arms, shoulders, and hands as they are talking to each other. Such physical contact is part of Brazilian body language and should most definitely not be considered as anything other than that.


Reading it right
Brazilians like to be seen as a nice and friendly people – and they generally are. But sometimes taking them literally may be the cause of a social gaffe. An Englishman who had recently arrived in the country made his first contacts in Brazil and was surprised to be received so openly. Eager to start a social life, he was happy when an acquaintance said he should come to their place some time. Being  English, he tried to arrange a day and time for visiting, but was told  only “Turn up at anytime”. So he did. He could not hide his embarrassment when he realized they did not really mean it and he had completely misread their intention, which was similar to the American “Let’s do lunch” – a polite way of keeping doors open to a possible relationship in the future. When people want to arrange something, they will mention a date.

Invitations home
Strict punctuality is not expected on such occasions: about fifteen minutes after the time arranged would be just right. Dinner will probably not be served right away. You should not offer to help with the cooking or, for that matter, help yourself to anything in the kitchen, unless invited to do so. The same goes for doing the dishes. Dinner is usually a relaxed affair and can end quite late. For Brazilians eating is a social thing.




Friendship the Brazilian way
For people from cultures where you are supposed to be alright on your own and where private space is to be respected, the idea of Brazilian friendship may seem quite invasive. For a start, there are no off-limit conversations. Moreover, people express their emotions freely. This means they are not ashamed to admit they are not doing OK by themselves. So do not use expressions implying embarrassed sympathy and showing a respectful distance, like “You will be alright”, which may sound as though you do not care or are wishing the situation away (rather than showing that you have confidence in your friend’s ability to deal with their problem). Real friends face everything together.


Getting around
Car
In Brazil, among the middle classes and above, car is king. If you want to walk to places in cities, you will be thought odd. Why walk when you can sit in air-conditioned comfort?

Driving is often fast and it helps if you know the way, since not everywhere is clearly signposted. Traffic is chaotic, little respect is paid to lanes, and drivers switch at will and without warning. Apart from this being a good excuse (sometimes a real one) for being late, it should also inspire you to be careful when crossing the street.

In major cities, traffic jams are frequent and using the horn is a routine feature of driving. It can take ages to cross town or to get to the beach.



Being alert and blending in
On London’s underground train there is an announcement that says, “Please keep your belongings with you at all times”. Nowhere is this more appropriate than in Brazil. People often walk with a daypack in their front – it is harder to steal like that. In a country with one of the most unequal distribution of wealth in the world, the desperate resort to any means to make a living.

Most people have stories of either themselves or of someone close to them being mugged or sometimes worse. The media feeds this paranoia by presenting real crime stories in lurid detail.

It is important not to stand out too much as a foreigner. Banks, public transportation, and even the street are places where you can be vulnerable.

Most women would not walk in the street by themselves after dark as that could attract attention. They notice who is around them at all times and move to avoid problems if they can.  This may sound stressful, but as with anything it is a question of learning to adapt.

Perhaps it is this pressure that causes Brazilians, who are highly materialistic and consumerist, to have an ambivalent attitude to possessions. They almost expect their belongings to disappear. There is also the contrast between people who are on the one hand incredibly friendly, warm, and hospitable and on the other totally mistrustful of strangers – especially other Brazilians.


Communication
Language
In Brazil, people speak Portuguese and not a lot else. In tourist offices and business you may find some who speak a bit of English, but generally very few people do and certainly not in restaurants, shops or other places where a visitor might interact with the locals. Neither do Brazilians really speak Spanish, although a number think they do. Learning to speak Portuguese is useful, both from a communication and a security point of view. It is important, especially in major cities, not to draw attention to yourself. Speaking English in a loud voice will certainly not help.

Body Language
Brazilians have a relaxed body language. They are a tactile people, and putting a hand on someone when talking to them is simply an indication of interest in the conversation, nothing more. A handshake between men may well be accompanied by the other hand being places on the shoulder.

In terms of body distance, people can be in close proximity to each other and not feel that their private space is being invaded. On the contrary, backing away can be considered rude. Brazilians also maintain eye contact both when listening or talking to someone. They accompany their conversation with a whole series of gestures. Across cultures, the same gesture may have different meanings and the one to avoid in Brazil is the thumb to index finger ring sign that means “good” in Anglo-Saxon societies. It has a rather rude meaning that can get you into trouble in Brazil. It is also considered bad manners to yawn or stretch in public.

Hellos and good-byes
Introductions can be quite formal. Men will shake hands and women will kiss on the cheek (twice if they are single, three times if they are married – but just once in São Paulo), as will men to women. In groups, people will often introduce themselves to each member in this way. The same ritual is repeated when leaving and is accompanied by quite long statements about how much the meeting was enjoyed, how it was good to see you, and how you should take care, as well as passing on best wishes to family (or friends or partners) who were unable to be there. In the middle of good-byes, someone can remember to say something and restart a conversation. In this case, once the topic is finished, the farewell proceedings will start again from the beginning. This good-bye ritual is often maintained in phone conversations as well. Even among close friends, the host tends to accompany the guest to the door. Announcing you are leaving and simply walking to the door (without waiting for your host to accompany you) can be considered rude.

Conversation style
Conversation, especially in groups, is lively, dynamic, and often noisy. Normally everybody seems to be talking at once. Interruption is frequent – often people do not get to finish what they are saying before someone else jumps in. However, no one is offended by this (and there are no ritualistic expressions, as found in English, to ask permission to interject). Conversations may become wide-ranging and stray across many different points before returning to the original one.

Brazilians have a flirty way of talking, which generally applies to communication between genders. They normally compliment each other about their looks, hairstyle, or choice of clothes. Sometimes they even imply something more sexual, or suggest going out together without really meaning it. Unfortunately, the only difference between a real flirtatious conversation and a pretend one seems to be in the latter’s slightly more jokey tone of voice.


Humor
Brazilians have a vivid and often quite black sense of humor, which is not always politically correct. They will make jokes about most things (including themselves) and there is a thriving wave of satire aimed at whichever politician is in power. Making fun of religion, though, is a delicate issue and should be avoided.

Less educated people can have a simpler sense of humor:  the differences can be seen in TV comedies, which can vary enormously from basic slapstick humor to more sophisticated lampooning of political leaders and social institutions.



13 de janeiro de 2017

Críticas sobre o livro Pessoas Partidas

Já saíram as primeiras críticas sobre meu assombroso livro Pessoas Partidas. Fiquei bem animado com a decepção dos leitores!

Diogo Mainardi:
“Depois de Getúlio Vargas, Xuxa Meneghel e Engenheiros do Hawaii, o distante Rio Grande do Sul reafirma sua condição de celeiro de aberrações ao nos presentear com Diego Lops.”

Reinaldo Azevedo:
“A obra de Lops é bastante regular: toda ela se coloca abaixo de um padrão mínimo de qualidade aceitável.”

Rodrigo Constantino:
“Pretensioso a ponto de chamar aquilo de literatura, suas forçadas frases ainda poderiam ser atribuídas a um indivíduo com paralisia cerebral.”

Domício Proença Filho, Presidente da Academia Brasileira de Letras:
“A Editora que o publicou presta um desserviço às letras brasileiras ao lançar este folheto que não merece o título de livro. Nos momentos mais inspirados, soa no máximo como um plagiador barato de versos de parede de banheiro sujo de boteco de rodoviária.”

Olavo de Carvalho:
“A sua fama de recluso se deve tão somente à falta de coragem de assumir como pessoa seus atos de irresponsabilidade que mancham com uma nódoa imunda o mundo das letras.”

Luiz Felipe Pondé:
“Não pode ser classificado em nenhuma escola literária, pois não conseguiu concluir nem o jardim de infância. Se houvesse uma lei contra textos ruins, Diego Lops seria condenado a seis meses de cadeira elétrica.”

Michel Temer:
“A única coisa que o autor faz com harmonia é alternar momentos tenebrosos com outros simplesmente ruins demais.”

Paulo Coelho:
“E depois ainda dizem que eu que escrevo mal...”

19 de novembro de 2016

Twitteriana #25

Caio Fernando Abreu
“Dou algumas entrevistas, mas, se eu perco o pé, eu vou acabar no sofá da Hebe, com ela dizendo “Seu HIV é uma gracinha”.

Antes de comentar qualquer coisa na internet, imagine que todos os seus comentários ficarão passando sem parar num telão durante seu funeral.

Fica óbvio que existe uma forte correlação entre perda auditiva e mau gosto musical.

O ritual de maior fé religiosa que eu pratico é apertar o botão do semáforo para pedestre.

Eu tenho 273 anos em idade de cachorro.

Eu não consigo pensar quando estou com fome. E estou sempre com fome.

Deu no Fantástico: "Fellini" é o nome mais comum de gatos de hispters brasileiros.


Eu tenho uma relação de amor e ódio com a minha bipolaridade.

Engajamento social e político é o ópio do povo.

Sonhei que estava numa livraria que se chamava "McBook Shakespearelokov". Pois é.

Feiura é o lado ruim que as pessoas não conseguem esconder.

Bobagem essa história de não poder mais bater nos filhos! Eu apanhei do meu pai e da minha mãe e tô aí, firme e forte - disse o sociopata.

Hoje eu fiz um teste de HIV e um de QI. Posso adiantar que um deles deu negativo.

Uma vez participei de um concurso de Beleza Interior e ganhei Miss Simpatia.

Eu sou brasileiro e não insisto nunca.

3 de junho de 2016

O novo Zé do Bêlo


Novidade no velho

É possível fazer algo novo recorrendo ao velho? Com o álbum A Moda Chegando Eu Vou Ver Como É, o gaúcho Zé do Bêlo prova que sim. Na obra, o cantor, compositor e violonista interpreta 12 canções compostas nas primeiras décadas do século XX que, apesar de terem feito estrondoso sucesso há quase cem anos, permaneciam desconhecidas até mesmo por pesquisadores, visto que o período reabilitado por Zé é pré-bossa nova. Muito mais do que um disco, o projeto é um trabalho minucioso de recuperação da história musical brasileira. “Não é justo que músicas tão boas fiquem soterradas no passado”, diz Zé do Bêlo. São canções como Nicolau, Casinha da Marambaia e Esquecer e Perdoar, de autores como Jararaca, Manezinho Araújo e João da Baiana, sucessos no seu tempo, que levam o ouvinte ao passado, oferecendo um gosto de nostalgia prazenteira do que não foi vivido.


Um Zé do Bêlo renovado?


Quem conheceu o Zé do Bêlo do início dos anos 2000 pode se surpreender com o repertório novo – que passa de composições próprias escrachadas para releituras sóbrias de músicas “de antigamente” – e até mesmo com sua sutil mudança de guarda-roupa: Zé continua ostentando o seu tradicional terno branco, mas agora bem cortado e não propositalmente amarrotado; o boné foi trocado por um chapéu coco; os tênis All Star surrados deram lugar a elegantes Oxford preto e branco. Também a voz agora está mais discreta e suave, lembrando pouco aquele personagem bastante peculiar que Zé costumava encarnar no palco. Essa mudança – adequada para seu novo repertório – também marca um novo rumo nas ambições da carreira do cantor. Atualmente radicado na capital da Paraíba, João Pessoa, Zé pretende expandir seu público-alvo, antes restrito ao underground porto-alegrense, e, quem sabe, conquistar o Brasil.

12 de maio de 2016

Opções de táxi

- Tele-Táxi Cidade, bom dia.
- Bom dia, eu queria agendar um táxi.
- Para qual horário, senhor?
- Para as dez e meia.
- Forma de pagamento?
- Cartão.
- Qual a bandeira?
- Visa.
- Crédito ou débito?
- Débito.
- Coxinha ou petralha?
- Como?!
- O senhor prefere um motorista coxa ou petralha?
- Aãhm... pode ser coxa...
- Tucano ou bolsonazi?
- Tucano.
- Não há nenhum tucano disponível para as dez e meia, senhor, só a partir das onze.
- Tá, pode ser bolsonazi então.
- Pró-Ulstra, senhor?
- Tá ótimo.
- Ainda temos opções de “bandido bom é bandido morto”, “órgão excretor não reproduz” e “saudades da ditadura, naquele tempo que era bom”.
- Manda o pacote completo!
- Certo, às 10:30 estará aí.
...
(No táxi)
- Bom dia.
- Bom dia.
- Para onde, senhor?
- Pode entrar no túnel aqui e depois seguir pela Avenida da Legalidade e da Democracia.
- Certo, e depois vamos pra onde?

- Eu vou para o aeroporto, já o senhor pode ir para a puta que o pariu.

5 de maio de 2016

Nomes mais comuns no Brasil


Além de mostrar o ranking dos nomes mais comuns no país (os 5 primeiros são Maria, José, Ana, João e Antônio), é possível pesquisar qualquer nome e ver suas estatísticas por década e por estado.

Meu nome, por exemplo, 57º no ranking nacional, era bastante raro quando nasci (até hoje só conheci dois Diegos mais velhos que eu), e passou a ser cada vez mais comum no início dos anos 1980. Meu palpite é a ascensão do mais famoso Diego à época, o Maradona. (depois que o Brasil ganhou a Copa de 1994, também houve um boom relâmpago de Romários, Bebetos e Tafaréis).

Descobri também que a popularidade do nome Gerôncio vem caindo vertiginosamente desde os anos 1950, quando teve seu auge. E é também um nome tipicamente nordestino, sendo mais comum nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará.
Enzo, nome paulista, era praticamente inexistente no Brasil até os 1990, quando deu um salto de popularidade gigantesco depois que o casal pop ultracoxinha da época, Cláudia Raia e Edson Celulari, deu esse nome ao filho.

Hitler foi outro nome bastante popular até os anos 1930, e depois da Segunda Guerra praticamente desapareceu, para voltar a subir novamente entre os anos 1960 e 1970, coincidentemente, período da ditadura no Brasil.

Ah, Francisca em 16º no ranking nacional foi uma surpresa pra mim.


Enfim, nomes também são história.

23 de março de 2016

Conversa com Robô Ed

Conversa por chat que tive agora mesmo com um chat-bot chamado Robô Ed. Isso mesmo, um dispositivo de inteligência artificial.

Robô Ed:Olá! Meu nome é Ed, estou aqui para ajudar na preservação de energia e de outros recursos naturais. Sobre o que você quer conversar?
Você:Sobre como a pecuária polui o meio ambiente.
Robô Ed:Eu me preocupo muito com o meio ambiente, mas não estou sozinho nisso. Temas como mudanças climáticas, efeito estufa, degradação de ecossistemas, poluição de rios, elevação dos mareslegislação ambiental estão sendo debatidos no mundo inteiro.
Você:e qual o papel da pecuária nisso tudo?
Robô Ed:Pecuária não é só criação de gado para produzir carne, leite ou couro. Envolve a produção de ovos, mel, lã, seda e se divide em sub-profissões específicas como por exemplo suinicultor (cria porcos), ovinocultor (cria ovelhas), avicultor (cria aves), bovinocultor (cria bois), apicultor (cria abelhas) e caprinocultor (cria cabras). Sabe como se chama a ciência da criação de animais? Zootecnia.
Você:Você parece estar fugindo do assunto.
Robô Ed:Tá. Não vamos mais fugir do assunto. Pode retomar onde estávamos.
Você:Quero falar sobre o papel da criação de animais na poluição mundial.
Robô Ed:A fabricação de papel consome enorme quantidade de água e muita energia, além de utilizar produtos químicos tóxicos no branqueamento da celulose. Para fazer uma tonelada de papel são necessárias quase 3 toneladas de madeira. É por isso que eu dicaspara poupar papel.
Você:Foda-se o papel, quero o que tem a dizer sobre o gás metano produzido pelo gado.
Robô Ed:As emissões de metano, um gás que contribui para o aquecimento global, podem ser capturadas e o gás obtido pode vir a ser comercializado de forma não agressiva ao meio ambiente, usado na geração de energia. O metano é o principal componente do gás natural, um combustível considerado bastante limpo.
Você:Quem é que te patrocina?
Robô Ed:A Petrobras patrocina tudo que valoriza a cultura brasileira. Por exemplo o Grupo Corpo, o Grupo Galpão, a Cia Deborah Colker, o Festival Anima Mundi e a Orquestra Petrobras Pro-Música. Saiba mais passeando pelo site da Petrobras: www.petrobras.com.br
Você:hahaha, explicado.
Robô Ed:He he he

Você:Ed, quero falar sobre filmes.
Robô Ed:Tem um filme que eu recomendo sem pensar: Cinema Paradiso. Se não estiverem reprisando por aí, alugue. Imperdível.
Você:Já assisti Cinema Paradiso. É bom mesmo, quase chorei no final.
Robô Ed:Cinema Paradiso é um filme italiano belíssimo: a magia do cinema pelos olhos de um garoto.
Você:Eu sei, acabei de dizer que já assisti.
Robô Ed:Sabe? Que ótimo. Eu não tinha muita certeza.
Você:Eu recomendo o filme Oil, que fala do desastre que é depender de combustíveis fósseis.
Robô Ed:Os combustíveis fósseis não são renováveis. Eles vêm de depósitos de origem animal e vegetal (orgânicos) acumulados por milhões de anos nas camadas do subsolo terrestre. Exemplos: carvão, petróleo, gás natural e xisto.
Você:Você concorda comigo então?
Robô Ed:Eu concordo com tudo que possa ser feito pela preservação dos recursos naturais!
Você:Podemos substituir o carro pela bicicleta, por exemplo.
Robô Ed:Bicicleta não pega congestionamento. Você entra e sai numa boa. E além do exercício, colabora para reduzir o trânsito e o ar poluído nas cidades. Quanto mais ciclovias, melhor.
Você:A presidente da Petrobras discorda, ela diz que quanto mais congestionamento melhor.
Robô Ed:Aldemir Bendine é o atual presidente da Petrobras.
Você:Ah, então ela já foi demitida.
Robô Ed:Já fui e já voltei. Mas só virtualmente. ;)
Você:O que acha dos atuais escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras?
Robô Ed:Que absurdo. Nem vou responder. Se você não percebeu, estou aqui é para divulgar minha missão.
Você:Não quis ofender, mas a verdade deve ser dita.
Robô Ed:Bom, a verdade é que... adoro verde! Verdes mares, olhos verdes, árvores, plantas e... Arquitetura Verde!
Você:Você vive mesmo em outro mundo, Ed.
Robô Ed:Meu nome é Ed. Venho de outro mundo: nasci no planeta Kyr.
Você:O que acha do Bolsonaro, Ed?
Robô Ed:Não gosto muito de falar de política. Conheço tão pouco...
Você:O que você acha da Dilma?
Robô Ed:Dilma Vana Rousseff, ao vencer as eleições de 2010, foi eleita a primeira mulher Presidente da República Federativa do Brasil. Foi reeleita para mais 4 anos de mandato no segundo turno das eleições de outubro de 2014.
Você:presidente ou presidenta?
Robô Ed:A palavra presidente pode ser usada também no feminino. Se a presidência for ocupada por uma mulher, as duas formas - presidente e presidenta - são corretas. Presidente é um substantivo biforme.
Você:quem é melhor, lady gaga ou madonna?
Robô Ed:A Madonna canta bem.
Você:Vou indo pra cama, ed, estou cansado.
Robô Ed:Não tenho cama. Não durmo...
Você:Não dorme nunca?! Cheira pó?
Robô Ed:Eu posso sentir cheiros, mas não cheiro nada! Quer dizer, um cheirinho pessoal até tenho. Cheiro de óleo de máquina.

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